“O tema da minha palestra é a importância de novas tecnologias. A boa utilização de ferramentas adequadas e de novidades tecnológicas tornará mais fácil a vida dos deficientes, aumentando seu grau de inserção no contexto social e no mercado de trabalho. Portanto, este evento é de extrema importância. Trata-se de uma relevante oportunidade de conhecer o que as pessoas que militam no setor estão fazendo. Afinal, há gente de quase todo o país e o intercâmbio de experiências e conhecimentos ajudará a aplicar em nosso cotidiano as novidades apresentada na feira. Por fim, a escolha do Rio de Janeiro para a realização deste evento não poderia ter sido mais feliz. É aqui que tudo acontece, de onde partem muitas das novidades para a melhoria da vida das pessoas com deficiência.”
Crislei Maria de Morais, representante da Secretaria de Educação do Distrito Federal
“Vivemos atualmente um processo de desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, o que faz com que o país passe a olhar mais para o uso de recursos de tecnologia assistiva. O evento traz a possibilidade de confraternização, de troca. Temos pessoas de diferentes regiões do Brasil apresentando diversas realidades. É um momento oportuno para confraternizar, para ensinar e aprender. Tudo isso é essencial para que não corramos o risco de ficar eternamente reinventando a roda, sempre no mesmo ponto. Precisamos avançar. O evento é de extrema relevância nesse aspecto. Reunir representantes de quase todos os estados do Brasil, a meu ver, é o ponto alto da feira. É perceptível que os organizadores do evento se preocuparam em interligar aspectos teóricos, tecnológicos e recursos disponíveis no setor. É justamente dessa união que resulta a interação. A proposta da minha palestra foi lembrar a todos de que os recursos só farão diferença no dia-a-dia do deficiente se, de fato, a escolha do produto for adequada, se houver boa prescrição do mesmo e bom acompanhamento de seu uso.”
Mari Zulian, terapeuta ocupacional da Unasp (Universidade de São José dos Campos) e da Univape (Universidade do Vale do Paraíba)
“A importância deste evento é a possibilidade de disseminar o conceito e trazer a discussão para dentro da comunidade científica. Uma ação dentro da esfera da tecnologia da ciência tem que ser valorizada. Você pode ser muito bom no que faz, mas as pessoas precisam saber o que você está fazendo. Você pode ter realizado uma grande descoberta, mas as pessoas precisam legitimá-la. Hoje a tecnologia está à disposição da população em geral e só não é mais usada por desconhecimento. Disseminar tal conhecimento é a grande estratégia para fazer valer os direitos humanos. O Rio de Janeiro tem posição emblemática no assunto. Afinal, foi aqui que tudo começou. Quando nos lembramos das grandes instituições, como o Instituto Nacional de Surdos, o Instituto Nacional Benjamin Constant, a ABBR e a primeira faculdade de medicina na Praia Vermelha, constatamos que o Rio de Janeiro tem extrema importância no cenário da tecnologia e da reabilitação. É representativo que o evento seja realizado aqui justamente pela história e o nível dos profissionais de que a cidade dispõe. Além do mais, o cenário é uma atração à parte.”
Dra. Linamara Basttitella, Secretária Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
“Apresentamos durante o evento os avanços tecnológicos na área de educação postural, os recentes recursos computadorizados e os novos materiais disponíveis no mercado. Além disso, foi possível expor as mudanças dos conceitos biomecânicos ao longo dos últimos anos e as modificações no padrão de adequação dos pacientes. Tudo isso é importante também para adequar novos conceitos e tecnologias à nossa realidade, diferente em tantos pontos da de outros países. É bom frisar que no Rio está sendo realizado um fórum que não existe em qualquer outro lugar do Brasil. É a oportunidade de juntar profissionais de saúde, pacientes e sociedade para uma discussão frutífera. Esse debate servirá não apenas para incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias, mas também para gerar novas políticas. É o terceiro ano que participo do evento e é impressionante à proporção que ele tomou em número de visitantes, palestrantes, expositores e da qualidade do evento como um todo. Estou positivamente impressionado.”.
Mario Carvalho, representante da Otto Bock Clinical Center
“Minha palestra abordou o trabalho realizado pela UFRJ, em parceria com o Instituto Helena Diposi - curso de formação para os professores das salas multifuncionais. Trata-se de um projeto lançado pela Faperj com o objetivo de capacitar professores para que transformem a tecnologia fornecida pelo MEC em projetos acessíveis à inclusão de seus alunos. O que torna o congresso tão relevante é a possibilidade do encontro com pessoas envolvidas no trabalho com necessidades especiais de crianças. O contato direto nos dá um feedback de suas necessidades e no que podemos ajudar. É muito importante que estejamos sempre juntos, trocando informações. A cada ano, o evento no Rio se mostra mais forte, com maior repercussão nacional e abrangência de atividades. Por conta disso, há também cada vez mais pessoas querendo participar. Levei quatro horas visitando a feira e, mesmo assim, não consegui percorrer todos os estandes. Tinha que parar para conversar e trocar informações o tempo todo. Isso não tem preço.”
Miryam Pelosi, UFRJ